domingo, 13 de janeiro de 2013

Comentário sobre Carregados de Sonhos por Ruy Valle - Brasília-DF


Li o “Carregados de Sonhos” de Conceição Alves. É um quase romance. Existe um personagem central, mas em torno dele vão surgindo tantos que chegam a nos confundir. Uma das personagens parente do personagem principal chega a morrer em acidente de trabalho.

            Bom é o tratamento dado à migração de nordestinos para Brasília. O “causo” das joias falsas foi mal esclarecido, ninguém foi preso?

            A Conceição Alves merece ser lida, ela é detalhista. Gostei.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

COMENTÁRIO POR MARIA JOSÉ GOMES




CARREGADOS SONHOS


         Carregados de Sonhos, assim Conceição o batizou. Foi muito feliz na escolha. Ela poderia ter escrito sobre Brasília já edificada, mas não, quis retroceder os ponteiros do tempo e escrever sobre o início, a construção no meio do nada, ganhando forma a cada dia, seguindo uma ordem lógica que começava com a origem do problema, terminando com a solução definitiva.
         O livro relata a trajetória dos operários que construíram Brasília, os chamados candangos, através da saga de uma família nordestina que migrou para o Centro-oeste no final da década de 1950, atendendo à convocação do então presidente Juscelino Kubitschek.
         É um livro com pernas para andar. A autora, através da sua intimidade com as palavras, conseguiu levar-me para um tempo no qual eu não vivi, e mesmo assim fez-me viver cada um daqueles momentos, imaginando cada um dos fatos descritos.
         Você, Conceição, tem o dom da crônica, sabe narrar e descrever fatos, lugares, situações, pessoas. Colorir os fatos com as palavras adequadas. Uma escritora contemporânea. Fala com a emoção que brota em seu coração. Linguagem clara, terminologia precisa e preciosa, concordância com o sonho e a realidade.
         Pura literatura que se reporta ao passado em Carregados de Sonhos, nostalgia o belo em resgatar e liberar memórias. O texto conceiciano é dotado de extrema sensibilidade e encerra uma verdade, um fato vivido.
         Leva o leitor a sentir-se presente, porque a linguagem utilizada é simples e clara.
         Mário Quintana diz em um dos seus belos escritos:...”Ao ler alguém que consegue expressar-se com toda limpidez, nem sentimos que estamos lendo um livro: é como se o estivéssemos pensando.”
         É isto mesmo que acontece em Carregados de Sonhos. Nesta belíssima obra, a autora chegou à sofisticação pela simplicidade, técnica usada pelos grandes escritores.
         Eis aí uma bela obra literária.
          Agora cabe ao leitor fazê-la existir.

 

 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

COMENTÁRIO SOBRE O LIVRO CARREGADOS DE SONHOS POR MARCO JUNO FLORES


Conclui hoje, com alegria, a leitura de "Carregados de Sonhos" da colega Conceição Alves.

Olha, gostei.

No seu ritmo de prosa a nossa querida acadêmica pesqueirense contou a história. E mais do que isso: assumiu um estilo próprio, pleno de técnicas refinadas, as quais foram conduzidas com segurança, do principio ao fim do livro. Em alguns momentos eu relia o texto para conferir a desenvoltura da autora:

 

“Ao raiar do dia, estava com sono, a história toda na memória, alguns tópicos no papel para se garantir. Dormiu ali mesmo recostada no sofá. Despertou com a cabeça cheia de ideias."

 

Aí, a falsa terceira pessoa foi a opção da autora. Ficou legal.

 

Um narrador oculto (SMJ) apossou-se da narrativa – isto quando os personagens lhe davam alguma oportunidade - do princípio ao fim. Não me lembro de ter visto, em nenhum momento, uma narrativa onisciente. Não me lembro também de qualquer opinião própria manifestada pelo narrador.

 

A história pode até ser a mesma de milhares de pessoas que viveram aqueles tempos, mas alguém teria de contá-la, e isso Conceição o fez bem. A ideia de entregar a narrativa, na sua essência, aos personagens, renunciando ao discurso indireto, me pareceu outra opção interessante da autora. Dá maior credibilidade.

E por ai se foi a colega na missão de “ghost writer” de luxo. Fugiu da narrativa em terceira pessoa, o que faria o escritor comum.

A SINFONIA DA ALVORADA

História da Sinfonia.

A Sinfonia da Alvorada, que mais tarde ficou conhecida como Sinfonia de Brasília, foi encomendada a Vinicius de Moraes e Tom Jobim pelo Presidente Juscelino Kubitschek desde fevereiro de 1958, mas o trabalho da dupla foi adiado por causa de protestos contra a construção da cidade, originados principalmente nas áreas de oposição ao governo.

Mais tarde, Juscelino reiterou o convite através do arquiteto Oscar Niemeyer, que transmitiu a Vinicius a vontade do Presidente de ter a Sinfonia pronta antes de 21 de abril de 1960, dia marcado para a inauguração da capital.

A convite do Presidente, Tom e Vinicius passaram uma temporada em Brasília, para conhecer o local onde a cidade estava sendo construída.

Mas Brasília foi inaugurada sem a Sinfonia. Planejaram, então, uma nova data para apresentação; um espetáculo de luz e som para o dia 7 de setembro de 1960. Também não aconteceu por causa dos altos custos apresentados pela empresa francesa Clemançon, que proveria o equipamento e a tecnologia para o evento.

Finalmente, em 1966, a Sinfonia da Alvorada foi apresentada em primeira audição, na TV Excelsior de S. Paulo. E só em 1986, decorridos 26 anos da inauguração e após a ditadura militar, ocorreu uma segunda apresentação na Praça dos Três Poderes em Brasília.   Juscelino já havia morrido e Vinícius de Moraes. O texto de Vinícius foi falado pela filha Suzana de Moraes e por Tom Jobim.

A Sinfonia é dividida em cinco partes:

1 - O Planalto e o Deserto

2-  O Homem

3 - A Chegada dos Candangos

4 - O Trabalho e a Construção

5– Coral

O vídeo apresenta a terceira e a quarta parte da Sinfonia: A Chegada dos Candangos e O Trabalho e a Construção, textos que tem mais a ver com o livro Carregados de Sonhos de Conceição Alves.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

PROGRAMADO PARA O DIA 04 DE AGOSTO DE 2012, A PARTIR DAS 16:00, NA ACADEMIA PESQUEIRENSE DE LETRAS E ARTES O  LANÇAMENTO DO LIVRO "CARREGADOS DE SONHOS", EM PESQUEIRA - PE.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

APRESENTAÇÃO DO LIVRO CARREGADOS DE SONHOS DE CONCEIÇÃO ALVES, POR DJANIRA SILVA.





  “Neste romance, leitor e personagens se familiarizam através de diversas vozes dentro da maior sofisticação da técnica: a simplicidade”. Com estas palavras Conceição Alves nos entrega o livro Carregados de Sonhos.
Com uma linguagem fácil, coloquial, a autora inicia a narrativa. Empreende uma viagem que se assemelha à saga de um escritor que se entrega de corpo e alma aos fazeres da escrita. É assim, assim mesmo - o escritor é um retirante que sai de si mesmo numa caminhada cega criando seus próprios caminhos.
Sabemos que cada autor tem seu público. Isto não quer dizer multidão. O público de cada autor é aquele que pulsa com ele. Escrever, na verdade, é uma árdua missão, um mistério que só que nem o tempo desvendará. Quem nos lerá? Que valor tem o que escrevemos?     
Dentro desses parâmetros Conceição parte com garra e audácia, e desenvolve seu trabalho entre o sonho e a realidade, o sonho sim, pois a invenção é o ponto culminante da arte, elemento imprescindível  à criação literária. Realmente, Conceição Alves, deu um salto do romance   ficcional para a narrativa entrelaçada, oscilando entre o ser e o dever ser, onde a preocupação com técnicas e formas literárias empresta um novo rumo à sua obra.